Pelo fundo do poço que se começa

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Foto: Depositphotos

*Ana Clara Collet Rocha

“Por onde começar? Pelo fundo do poço mesmo! Porque lá você não tem mais para onde ir, é só não cavar mais.” Geraldo Rufino, autor do livro “Catador de Sonhos” que começou a vida como catador de lixo reciclável.

A frase me motivou a escrever esse texto. Merece muitas interpretações e precisa ser usada por pessoas que passam por dificuldades e, olhando por esse lado, somos todos nós. Não sou experiente na vida ainda, e nem muito suspeita para falar sobre isso porque é uma frase difícil de engolir, mas parece fácil de aceitar.

Todos conseguem falá-la, entendê-la, mas não a levam adiante. Já aceitaram a derrota e não fazem questão de investir na solução dos problemas. Mas a palavra “mudança” nos atinge, nos faz querer erguer a cabeça e enfrentar a realidade.

Claro, sou só uma adolescente falando, mas uma adolescente que já se viu no fundo do poço, tentando se reerguer, muitas vezes não conseguindo, porque sim, a palavra “mudança” afeta muito e nem sempre é tão simples mudar. Mas não vou desistir e espero que você também não desista.


*Sou uma adolescente de 15 anos que tenta sempre se aperfeiçoar em suas atitudes, ama dançar, assistir a grandes filmes e estar com sua família. Não desisto nunca porque, por todas as dificuldades que já passei, sei que a vida não é fácil, mas procuro conhecer meus sentimentos e sinto que um caminho pode ser através da escrita. Levo comigo um ditado que minha mãe me ensinou desde pequena: “De grão em grão, a galinha enche o papo”. Essa sou eu, Ana Clara, em poucas linhas.

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