Positividade pela cura

Fernanda Tavares escreve sobre Rosácea
Foto: Arquivo pessoal

*Fernanda Tavares

Era uma quarta-feira. Acordei e quando me vi no espelho estava irreconhecível. O rosto inchado e o olho sequer abria direito. Parecia alergia alimentar. Começava aí uma saga que jamais imaginava que viveria.

Do inchaço, vieram as manchas. Feridas. Um ano e diversas consultas dermatológicas.

Um primeiro laudo apontava rosácea.

E aí tratei por meses uma dermatite que não me pertencia. Cheguei ao topo do stress. Não aguentava mais as perguntas, os cremes caríssimos. Nada funcionava e isso aumentava meu desgaste emocional.

Fiz praticamente tudo que me recomendaram. As manchas pelo corpo afetavam meu trabalho, minha autoestima. Como se não bastasse, atacou meu couro cabeludo e perdi quase metade do meu cabelo.

Chorava, todos os dias, compulsivamente. Disfarçava, mas estava esgotada, acabada, sem forças. Sorria, mas era falso, por dentro estava sem energia.

Mais um baque. Exames de alergia. Alérgica a nada, nenhuma comida, nenhum creme, mas com o sistema imunológico praticamente morto. E daí mais um suspeita: doença sanguínea. Comecei aí luta contra todos os diagnósticos impostos e com a nova doença, a psoríase.

Remédios biológicos, alimentação, cremes, roucotan. Monitorada a cada 20 dias. Os remédios foram fazendo efeito, a pele já estava quase limpa. Minha vida estava voltando ao normal. Larguei um emprego que consumia minhas energias e encarei outro que me dava felicidade.

Fiz da terapia rotina. É difícil entender que determinas situações acabam com a nossa saúde mental. Precisei chegar ao nível máximo de desgaste para entender que ser feliz não é um estado de plenitude. Ser feliz é uma escolha diária. É saber seus limites.

Cada um sabe o que lhe completa e deve repetir todos os dias ao acordar. Ser feliz é sair fora daquilo te magoa, que te estressa. É saber lidar com suas limitações e impor limites para ser a dona das suas emoções. Não é fácil, mas é possível. O fundo do poço é o trampolim de uma vida!


*eu.fetavares é do tipo divertida, viciada em sorvete e aprendeu a lidar com as suas emoções. Hoje, gerencia o stress com maturidade e boas gargalhadas.

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