Quando o avião cai

Foto: Arquivo pessoal

De @julianaribeiro_blog

Um ex-chefe que adora aviação e costumava acompanhar notícias do setor sempre falava que acidentes de avião raramente são provocadas por um único problema. Geralmente, são resultado de imprevistos e problemas em cadeia. Até poderiam ser resolvidos se acontecessem separadamente, mas como chegam de uma vez, é muito difícil evitá-los.

O acidente da TAM em Congonhas, que matou 199 mortos em 2007, por exemplo, teve oito fatores determinantes que contribuíram para o acidente. É o que diz relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Sempre me lembro dessa história quando enfrento um problema ou escuto alguma história dramática. Por que, algumas vezes, tudo acontece de uma vez? É o destino, dirão uns. Azar, gritarão outros. Coincidências, defenderam os mais moderados. Não tenho resposta.

Nosso dia a dia também é feito de pequenos problemas que logo são resolvidos e passam sem deixar rastros. Às vezes, porém, eles se juntam e a maneira como escolhemos resolver cada um desses imprevistos define o sucesso ou fracasso de um projeto, um trabalho, um passeio, um encontro, um relacionamento.

Por mais errada que tenha sido a decisão, penso que o melhor, sempre, é assumir o erro e tentar aprender com ele. Sabe como faço? Vou para um lugar tranquilo, fico quietinha, em silêncio, pensando e repensando em tudo o que aconteceu. Podia ter feito diferente? O erro foi nível 1, 2, 3 ou 10?

Dependendo do que eu converso comigo mesma, percebo que o problema nem foi tão grave assim e que preciso ficar atenta para que não se repita. Agora, se for grave, então o jeito é correr atrás para resolver tudo e recomeçar. Não vou deixar o avião cair. Pelo menos vou tentar!

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