Eu, Lulu Santos e o Rio de Janeiro

Vista do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro
Foto: Arquivo pessoal

*Carla Caroline

“… Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo que volte, amor…”

Já dizia Lulu Santos em “Tempos Modernos”. E foi embalada pela voz dele que um belo dia cheguei ao Rio de Janeiro. Foram horas e horas em um carro rumo à “Cidade Maravilhosa”. O coração explodia e o riso era solto. Uma semana antes não imaginava que conheceria o local que apreciava pela televisão.

Mas o convite de um ex-namorado para levar uma das filhas para uma prova no “errejota” apareceu e causou a mesma sensação que a bandeja de brigadeiros provoca em meio a uma festa infantil. Um misto de ansiedade e coisas boas.

Porém não imaginava que, além da vista do Cristo Redentor, no passeio pela Lapa e pelo Saara e muito mais, descobriria um cantor (vantagens de se relacionar com alguém cuja diferença de idade era de 24 anos). Nos cerca de 800 km que separam Ourinhos, Em São Paulo, do Rio de Janeiro, a voz de Lulu Santos ecoava por todas as partes do veículo.

As músicas surgiam de um CD com direito a sumário completo e cada letra tocava com amor o meu jovem coração. Ahhhh… como foi bom parar em Barueri para o pernoite e apreciar as notas de “Toda forma de amor”.

Passar por Aparecida do Norte ao som de “Como uma onda” é inesquecível até os dias atuais, mesmo oito anos depois.

Lulu Santos, que é atemporal se fez ainda mais presente em minha memória ao longo do programa “The Voice Brasil” e me fez perceber a importância de um bom som para tornar um percurso menos cansativo e, por vezes, mais acolhedor.

Foi a partir daquela ida ao RJ que algumas coisas foram compreendidas: viajar com música é muito melhor e as letras serão lembradas sempre que aquele lugar for visitado; só trocaria SP para viver no Rio de Janeiro; relacionamentos chegam ao fim e, mesmo assim, é possível lembrar de bons momentos e que Lulu Santos é como o vinho: “Fica melhor a cada ano”.


*@carlacaroline25 é colaboradora fixa do Vida de Adulto. Escreve aos domingos, duas vezes por mês.

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